27 de abr de 2011

VIÚVA NEGRA: Sobe para R$ 11 mil recompensa por suspeita de matar dois maridos


Heloísa Borba Gonçalves, de 59 anos, fraudadora, estelionatária e suspeita de ordenar a morte de um amante e um marido, casada com dois homens que morreram assassinados e trígama. Foragida há dois anos, a advogada gaúcha, já foi condenada a mais de 36 anos de prisão pela 19ª Vara Criminal e responde a outro processo por dois assassinatos e tentativa de um terceiro, na 1ª Vara Criminal. Com um processo que contém nove volumes, com mais de mil páginas, a Justiça aguarda pelo depoimento de Heloísa, desde 2004.



Casada com o securitário Irineu Duque Soares, morto em 06 de outubro de 1983, com seis tiros, em uma Rua, de Magé. Ela estava ao lado do marido. Eles casaram no dia 13 de maio, com pacto antenupcial garantindo a ela três imóveis em Botafogo e duas linhas telefônicas. Então, a estelionatária passa a assinar como Heloísa Gonçalves Duque Soares. Pouco tempo depois, se casa com Roberto de Souza Lopes. Esse casamento durou de Junho de 1985 a Novembro de 1990. Nesse ínterim se casa com o coronel Jorge Ribeiro, em 15 de julho de 1989, e acrescenta o sobrenome Ribeiro, praticando assim o crime de bigamia. Jorge seria assassinado a marretadas e com as mãos amarradas na sala comercial que tinha na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, no dia 19 de julho de 1992. O casal já estava separado. Heloísa também estava no local do crime. O casamento com o Coronel, não impediu Heloisa de se casar com o comerciante aposentado Nicolau Saad, de 70 anos, em 08 de maio de 1990, passando a se chamar Heloísa Saad.


Trígama por não se divorciar, ela engravidou e conseguiu que Jorge e Nicolau, sem saberem da trama, reconhecessem o menino como filho. O bebê nasceu em 25 de julho de 1990. Nicolau o registrou três dias depois, com Heloísa Saad.



E Jorge, em 13 de agosto, com Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro. Nicolau, morreu de câncer em 29 de dezembro de 1991 e tinha o braço direito fraturado. No dia 29 de maio de 1992, ela se valeu de uma antiga procuração dada por ele, quando ainda era Gonçalves Duque Soares, e doou sete imóveis na Zona Sul para os filhos, entre eles Patrícia Luciana Gonçalves Pinto e Carlos Pinto da Silva Júnior. A verdadeira face de Heloísa começa a se desenrolar em Dezembro de 1971, com a morte de Guenter Woolf num acidente de carro em Porto Alegre. Cinco meses depois, ela dá à luz uma menina e alega que é filha de Guenter. Recorre à Justiça exigindo seus bens. Em 1977, foi acusada pelo primeiro marido, o advogado Carlos Pinto da Silva, por tramar sua morte em Salvador.



Em maio de 1993, o libanês Wagih Elias Murad, de 85, foi morto a tiros ao lado do amigo Wagner Laino, no Recreio. Wagih e Heloísa mantinham um caso de sete meses. Desconfiado do desejo dela se casar, o libanês contratou um policial e descobriu o passado da advogada. O filho dele, Elie Murad, sofreria uma tentativa de homicídio, quando o detetive Luiz Carlos Matos foi assassinado na ação. Heloísa ainda se casou com um empresário peruano.


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