31 de dez de 2013

RICOS x POBRES: Filho de ex-governador de Mato Grosso, se torna refém do crack


O uso do crack afeta por uma questão financeira as pessoas mais pobres, embora essa droga, como a morte, não escolhe classe social. Aliás, o crack é o caminho mais curto para se chegar a este fim inevitável. Ao longo dessa reportagem que durou semanas se conheceu ou conversou com viciados em crack e em outras drogas.
Entre eles estavam estudantes, moradores de rua, profissionais liberais, alcoólatras em botecos, políticos, policiais, desempregados, ex presidiários, entre tantos outros.
Por esses caminhos a reportagem teve acesso a um vídeo em que um rapaz, na matinha ciliar do córrego do Voadeira, a cerca de 200 metros do Araguaia Park Hotel fumava pasta base de cocaína (crack) na lata. Assim que atingiu o êxtase ele acenou para a câmera, sorriu, depois abaixou a cabeça.
Aquele rapaz é mais uma vítima das drogas que assim como outros jovens espalhados por todas as franjas da cidade. Ele teria tudo para ser um belo rapaz e de muito boa aparência. Ele é de boa família, é bem articulado, mas está se sucumbindo ao vício sem que ninguém faça nada em absoluto por ele.
O hotel a que nos referimos a pouco é o mais suntuoso da cidade e de propriedade de sua família e ele sabe disso. Um de seus donos e que representa o espólio da família é o prefeito de Barra do Garças, Roberto Ângelo de Farias, que anunciou em data recente que sua secretária de Ação Social, Mara Kisner, fora escolhida a receber um prêmio na Costa do Sauipe, na Bahia, tida entre as melhores secretárias do país, mas que parece ignorar situações dessa magnitude, a de estender a mão ao irmão do próprio prefeito a quem serve com enlevo. Imaginem então outros jovens anônimos da cidade.
Apesar de ser maior de idade Luiz Henrique não é interditado, embora exista uma ação tentando interditá-lo (para que ele possa ter um curador que responda por ele) vez que é vítima e precisa de um tratamento especializado e que ninguém feche os olhos para sua condição física, emocional e social. É preciso que o poder público se manifeste não só a respeito de Luiz Henrique, mas de todos os outros jovens que passam pela mesma situação.
Mesmo àqueles que queiram induzir a pecha de que a equipe do jornal A Semana pertença à turma “do quanto pior melhor”, (no dizer do vereador Miguelão), são milhares as pessoas que conhecem Luiz Henrique na cidade. É comum vê-lo transitando pela Câmara Municipal pedindo moedas e foi também por sugestões, de vereadores, de políticos, da gente do povo que levantamos esta matéria, consultando as galerias do site do Fórum de Barra do Garças, entre dezenas de outras fontes, mesmo que este gesto venha afetar a ira daqueles que defendem o prefeito na televisão de sua propriedade, a TV Serra Azul.
Contudo, apesar dos percalços, Luiz Henrique briga na justiça pelo direito à parte do espólio de seu pai, o ex-governador de Mato Grosso, Wilmar Peres de Farias (já falecido). Esse embate é de quando ele assinava Luiz Henrique Almeida de Matos, nascido no ano de 1983 e que teve sua paternidade reconhecida em abril desse ano, conforme Certidão de Nascimento do Cartório do Registro Civil de Barra do Garças, quando passou então assinar Luiz Henrique Peres de Farias.
Segundo o advogado de Luiz Henrique, Alexandro Takishita, foi feito um exame de DNA extrajudicial em um laboratório conceituado da cidade pedindo investigação de paternidade. Ele diz que quando entrou com a ação de reconhecimento de paternidade, em Aragarças, “Roberto Farias já havia estado no cartório do Manoelzinho, naquela cidade e celebrado com Luiz Henrique uma seção de direitos hereditários em seu favor e de sua irmã Eneida, (em outras palavras como se Luiz Henrique abrisse mão de sua herança). Foi por isso que ele [Roberto] não contestou a ação”, ressalta o advogado.
Ainda, segundo o advogado Alexandro Takishita, foi dado ao seu cliente na ocasião R$ 700. “Apropriaram da herança a que o rapaz tem direito”. Ele disse ainda que Roberto Farias teria dito na ocasião a Luiz Henrique: “Você é meu irmão mesmo”. Luiz Henrique não é interditado, embora exista uma ação com esse intento que ainda não foi julgada pela justiça, uma curatela que nomeie um curador responsável.
Um laudo de 2007 dá conta de que Luiz Henrique, aos 23 anos de idade, já era incapaz por ser dependente químico. Ele foi criado com avó materna e as tias. Sua mãe Maria Lourdes Silva de Matos mora em Goiânia e conforme disse o advogado, quer pegar sua guarda, “mas por interesse”, conforme frisou Alexandro.
Enquanto isso Luiz Henrique, dado seu avançado estado de saúde, nem sabe se espera uma decisão da justiça que possa salvá-lo das drogas. Herdeiro do fabuloso espólio de seu pai, Wilmar Peres de Farias, é preciso que a justiça se manifeste em seu favor, que obrigue o representante desta fortuna (Roberto Farias) a interná-lo em uma clínica de recuperação para que seu irmão possa usufruir desses bens antes que seja tarde demais.

29 de dez de 2013

O SONHO ACABOU. Apenas R$ 140,00 mensais será o valor destinado a cada garimpeiro de SERRA PELADA

Informações da Colossus dão conta que a parceria entre a canadense Colossus e a Coomigasp em Serra Pelada vai produzir 1.000.000 de onças de ouro (cada onça equivale a 31,1 gramas) ao longo dos onze anos previstos de produção. Se confirmada a expectativa, o sonho de bamburrar dos garimpeiros vai por água abaixo, já que caberia pouco mais de R$140,00 mensais ao longo de onze anos a cada um dos 38.000 garimpeiros hoje associados a Coomigasp.

No final de 1979 a filha de um vaqueiro da Fazenda Três Barras, localizada no então município de Marabá, no sudeste do Pará trouxe algumas pedras junto da água que buscara em um córrego da fazenda. Aristeu, um funcionário da fazenda que já havia trabalhado em um garimpo em Cumarú do Norte reconheceu, encrostada em uma das pequenas pedras, uma “risca” de ouro. Precavido, Aristeu nada disse aos demais funcionários. Todavia, visitou o local pra ver se encontrava algo mais consistente.

No fim semana seguinte, Genésio Ferreira da Silva, dono da fazenda, chegou ao local e foi comunicado por Aristeu das suspeitas de que havia uma boa quantidade de ouro no local que o garimpeiro chamou de Grota Rica. Os dois, em uma única tarde, munidos apenas de um prato esmaltado e uma picareta tiraram do pequeno córrego nada menos que 79 gramas de ouro puro.

A notícia de ouro brotando no pé da Grota Rica correu o país. Garimpeiros ávidos pelo metal precioso migraram de todos os cantos do país para a região. Em abril de 1980, apenas quatro meses após o anúncio da descoberta de ouro, cerca de dez mil garimpeiros já estavam no local que passou a ser chamado de Serra Pelada e que receberia, em dezembro daquele ano, o impressionante número de cento e vinte mil garimpeiros circulando de dentro para fora da cava em movimentos tão sincronizados como se um grupo de balé fosse.
Em 1981 os garimpeiros foram registrados pelo Receita Federal e o garimpo sofreu uma intervenção comandada pelo militar Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió. Todo o ouro ali descoberto teria que ser vendido para a Caixa Econômica Federal.

Ainda em 1981, com a escassez de ouro na superfície, o governo federal deu início a algumas obras visando prorrogar a extração manual. A ação deu certo e em 1982 o garimpo foi reaberto. Curió foi eleito deputado federa, propondo, em 1983, uma lei que dava permissão para que garimpeiros continuassem explorando o ouro de Serra Pelada por cinco anos. Em 1984, a Vale recebeu indenização de US$ 59 milhões pela perda da concessão da mina por quebra de contrato, já que a mineradora era a detentora da lavra.

Em setembro de 1983, Lindolfo de Brito achou em Serra pelada a maior pepita já registrada no Brasil, com 62,3 quilos. O lugar fervilhava a ponto do aeroporto local receber cerca de 30 viagens de monomotores diárias – na época, o movimento de táxi aéreo superava o do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Serra Pelada se tornara o maior garimpo a céu aberto do mundo.

Nasceu Curionópolis, um pequeno vilarejo à margem da PA-275 usado para a diversão dos garimpeiros de Serra Pelada, já que no garimpo eram proibidas a entrada de mulheres, drogas, armas e álcool.
Como não havia mais ouro na superfície, os garimpeiros cavavam um buraco, que era drenado todos os dias e a procura pelo ouro de Serra Pelado foi ficando mais perigosa. Para levar o minério até o riacho onde era lavado, os garimpeiros subiam e desciam escadas moldadas no barro ou improvisadas com madeiras. Cada saca pesava 35 quilos: em um dia, um “formiga” carregava 1,7 tonelada de barro. Em julho de 1983, dezenove pessoas morreram em um deslizamento de terra.

Algumas fortunas foram feitas em Serra Pelada. Tantas outras retornaram e se perderam como investimentos para dentro do buraco, que em 1984 já tinha mais de 200 metros de profundidade e hoje é uma grande lagoa que serve apenas para que os antigos garimpeiros que ainda vivem na Vila de Serra Pelada voltem a sonhar em vê-lo novamente produzindo.

O garimpo, a cada dia, se tornava menos lucrativo para o garimpeiro e para o Estado. Mas, apesar de todos esses fatores, os garimpeiros continuavam trabalhando dia e noite na esperança de “bamburrar” – expressão relacionada ao fato de enriquecer.
O garimpo foi interditado por diversas vezes devido a desmoronamentos e quebra das dragas que sugavam a água do fundo do enorme buraco. Numa dessas paralisações, em 1984, garimpeiros revoltados por não serem atendidos em obras de rebaixamento do garimpo que supostamente viabilizariam o reinício da lavra, invadiram Parauapebas e queimaram parte do Núcleo Urbano recém criado pela Vale.

Houve uma tentativa de invadir a mina de ferro em Carajás. Autoridades estiveram sob a mira de garimpeiros por diversas horas. Após intensas negociações, os reféns foram libertados e os garimpeiros voltaram para Serra Pelada, onde aguardariam o início das obras, que jamais aconteceram. Serra Pelada permaneceu desativada.

Vários outros conflitos foram produzidos por garimpeiros e a PM do Pará. Num deles, o garimpeiro João Edson Borges foi espancado e morto por um policial. Em reação, um policial foi morto e a Polícia Militar acabou expulsa de Serra Pelada.

Em dezembro de 1987, um conflito que ficou conhecido como Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte aconteceu em Marabá, quando garimpeiros interditaram a Ponte sobre o Rio Tocantins usada pela Vale para escoar o minério de ferro até São Luis-MA.

O então governador Hélio Gueiros mandou desobstruir a ponte e quinhentos soldados do 4º batalhão da Polícia Militar do Pará encurralaram os garimpeiros e avançaram por uma das cabeceiras da ponte, atirando na multidão, enquanto o Exército fechava o acesso na outra cabeceira. Há relatos de que os policiais atiraram durante 15 minutos com metralhadoras e fuzis. Muitos garimpeiros se jogaram do vão de 76 metros da ponte. Dezenas de garimpeiros foram feridos e/ou mortos.

Em 1992, Fernando Collor, presidente do Brasil, decretou o fechamento definitivo do garimpo e devolveu o direito de lavra para a então Cia Vale do Rio Doce, hoje Mineradora Vale, não há notícias de que a Vale devolvera o pagamento recebido pela indenização em 1984.

De forma oficial, cerca de quarenta toneladas de ouro foram extraídas em Serra Pelada.

Mesmo com o fechamento do garimpo cerca de seis mil pessoas teimaram em aguardar a reabertura do mesmo na Vila de Serra Pelada. Entre uma migalha de ouro e outra resgatada das montoeiras deixadas pela garimpo, tais garimpeiros foram sobrevivendo.

No dia 11 de setembro de 2002, o Senado Federal aprovou a devolução aos garimpeiros o direito de lavra de 100 hectares — parte dos 10 mil hectares em mãos da Companhia Vale do Rio Verde. Em 2007 o Ministério das Minas e Energia negociou com a mineradora que cedeu 700 hectares da área à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) para exploração mineral.

De posse da área, a direção da Coomigasp foi em busca de um parceiro que viabilizasse a lavra. Nesse sentido foi criada, sob o aval do então ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, a SPCDM – Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, resultado da sociedade e entre a Colossus Mineração Ltda, empresa multinacional do grupo canadense Colossus Minerals Inc., e a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

No início, essa parceria previa a divisão dos investimentos e dos lucros na ordem de 51% para a Colossus e 49% para a Coomigasp. Posteriormente, em Assembleia Geral promovida pela Coomigasp, foi aprovado novo um contrato onde a Colossus faria todo o investimento necessário para que se chegasse a produção do ouro e em troca a Cooperativa cederia mais 24% do projeto para a mineradora, ficando com 25% do ouro produzido. A parte que caberia à Coomigasp seria distribuída aos garimpeiros devidamente cadastrados e regulares.

Paralelamente ao início do projeto, a diretoria da Coomigasp vinha recebendo recursos mensais da Colossus para sua manutenção. Ninguém da Colossus ou da Coomigasp sabe dizer se tais recursos estavam previstos no contrato inicial e se a somatória deles serão descontados dos valores a serem repassados à Coomigasp quando o projeto estiver em fase de produção.

O uso desses recursos levou à uma eterna briga entre “facções” dentro da Cooperativa pela posse da chave do cofre da mesma. No meio dessa disputa várias ações trabalhistas e cíveis foram impetradas contra a Coomigasp, que hoje é um poço de dívidas.

A justiça do Pará afastou o então presidente Jessé Simão e posteriormente decretou a intervenção na Coomigasp e nomeou Marcos Alexandre Mendes interventor para apurar supostos erros, recadastrar associados e acompanhar a evolução do projeto.

A Colossus, meio que alheia a toda essa briga, continuava a implantação do projeto, já que havia investido cerca de R$30 milhões em pesquisas no local antes mesmo da assinatura do contrato. Divulga-se que o investimento total da Colossus no projeto Serra Pelada é da ordem de R$500 milhões. A Colossus jamais disse de forma oficial quanto ouro e outros minerais ainda há em Serra Pelada e qual a expectativa de produção.

O silêncio da mineradora criou uma expectativa perigosa aos 38 mil associados da Coomigasp. Há relatos do comércio ilegal de direitos na Coomigasp entre associados e especuladores, que acreditam em um grande faturamento e um lucro enorme, já que corre amiúde que em Serra Pelada haveria centenas de milhares de toneladas de ouro

Há alguns meses, durante o evento denominado Anuário Mineral, alguns autoridades estiveram em Serra Pelada a convite da SPCDM para a inauguração do sistema elétrico do projeto. Durante o evento, em reunião que contou com a presença, entre outros, do deputado Raimundo Santos – PEN-PA (presidente da Comissão de Mineração da Alepa); de Wenderson Chamon (prefeito de Curionópolis); Cláudio Mancuso (CEO da Colossus); Rosana Entler (diretora da Colossus); José Fernando Gomes Jr. (presidente do Simineral);
Armando Pingarilho (gerente de relações institucionais da Colossus); Alberto Arias (investidor); Divaldo Salvador de Souza (empresário); e vários garimpeiros da Coomigasp, foi cobrado da Colossus uma posição sobre a expectativa do quantitativo de produção do projeto. Houve certa relutância por parte da mineradora, todavia, após vários questionamentos, foi informado que a expectativa da Colossus é de uma produção de 1.000.000 Oz (hum milhão de onças) de ouro, que seriam aproximadamente 31 mil quilos de ouro durante os 11 anos previstos pelo projeto.

Essa informação deveria ter sido expandida aos garimpeiros imediatamente para que essa expectativa de que com o início da produção milhares de associados da Coomigasp teriam, finalmente, realizados os seus sonhos de bamburrarem, já que segundo a informação da Colossus, ao preço de hoje, cada um dos 38.000 garimpeiros associados à Coomigasp receberá apenas R$18.619,07 (dezoito mil, seiscentos e dezenove reais e sete centavos) ou R$1.692,64 (hum mil, seiscentos e noventa e dois reais e sessenta e quatro centavos) por ano, ou R$141,05 (cento e quarenta e um reais e cinco centavos) por mês durante os 11 anos previstos para o projeto, isto se não forem descontados os custos de produção, o que é normal nestes contratos.

1.000.000 Oz (previsão da Colossus) x

R$2,830,10 ( valor atual da onça de ouro) = R$2.830.100,000,00

25% desse valor (que caberá a Coomigasp) = R$707.525.000,00

Dividido por 11 anos (previsão do Projeto) = R$64.320.454,54

Dividido por 12 meses (ano) = R$5.360.037,87

Dividido por 38.000 (número de associados) = R$141,05 por garimpeiro, sem considerar os custos de produção

Apesar de todas as antigas direções da Coomigasp terem vendido aos associados o sonho de que em Serra Pelada existem ainda centenas de milhares de toneladas de ouro, a realidade é outra, e é preciso que agora, munidos dessa informação oficial, as autoridades busquem algumas alternativas que possam dar sequencia ao projeto. Uma delas deverá ser um rigoroso recenseamento dos associados, já previsto no Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo interventor quando de sua nomeação.

4 de dez de 2013

ÍNDIOS FAZEM PROTESTO E TENTAM INVADIR PALÁCIO DO PLANALTO, EM BRASÍLIA

Indígenas brigam com seguranças do Palácio do Planalto durante protesto em Brasília
A PM informou, incialmente, não ter havido confronto com os manifestantes, porém, imagens da TV Globo mostram que, quando índios tentaram subir a rampa do Palácio do Planalto, a segurança da Presidência fez um bloqueio para impedir a passagem e utilizou spray de pimenta para afastá-los. Após tentativa de entrada no palácio, o grupo seguiu para o Ministério da Justiça.


Os manifestantes participam da Conferência Nacional de Saúde Indígena, que ocorre em Brasília até o final desta semana, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

A mobilização ocorreu depois de o movimento indígena ter acessado a minuta de uma portaria do Ministério da Justiça que estabelece instruções ao procedimento de demarcação de terras indígenas, nos termos do Decreto 1775/96.

"Contrariamente às alegações do governo, a dita portaria eterniza a não demarcação de terras indígenas, fragiliza por vez a Funai, e desenha um quadro assustador de acirramento de conflitos", diz um trecho da nota da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), organização que propôs o protesto.

Para lideranças indígenas, a portaria, se publicada, inviabilizará o direito constitucional à terra tradicional. "A minuta diz que a delimitação da terra deverá minimizar impactos, ou seja, se fazendas incidirem sobre as terras, a demarcação não ocorrerá", afirma Sônia Bone Guajajara, da Apib.

A indígena Eliane Terena, de Mato Grosso do Sul, afirmou que o governo não tem atendido os pedidos dos índios. "Eles [governo] não atendem a gente. A gente fica na conferência [5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena] reivindicando, reivindicando, mas eles não escutam. Então, o jeito foi vir aqui [para o Palácio da Justiça]", disse.

 O Ministério da Justiça informou por meio da assessoria de imprensa que indígenas devem ser recebidos ainda nesta quarta-feira pelo ministro José Eduardo Cardozo para discutir as reivindicações.

Em nota publicada nesta terça-feira (3), a pasta informou que tem recebido "contribuições" de indígenas, entidades indigenistas, órgãos governamentais e associações de agricultores para tratar do assunto. Na avaliação do ministério, a nova regulamentação "aumentará a transparência no processo demarcatório" de terras.

"A expectativa do Ministério da Justiça é que o novo procedimento reduza a judicialização e, com isso, agilize a demarcação de terras indígenas em todo o país”, informou em nota o Ministério da Justiça

18 de jul de 2013

GRUPO MATEUS: Acordo põe fim a greve



Após três dias e meio de paralisação e uma reunião que durou quase o dia inteiro, os 1.100 funcionários do Grupo Mateus, maior rede de supermercados de Marabá, voltaram ao trabalho.

Os funcionários e também o Sindicato dos Comerciários de Marabá e Região (Sindecomar) consideram que saíram vitoriosos da greve iniciada na segunda-feira (15) e encerrada no início da tarde desta quinta-feira (18).
 
Eles conseguiram reajuste salarial para R$ 833,00, plano de saúde, cesta básica, não descontar os dias de greve, saída dos serviços aos domingos e feriados às 14 horas em ponto, 180 dias de estabilidade e redução da jornada para 7 horas diárias.

16 de jul de 2013

DENUNCIA CONTRA O GRUPO MATEUS: Funcionários denunciam Supermercado

 Até a noite de ontem o Supermercado Mateus da Folha 33, na Nova Marabá, e o Mix Mateus, na Rodovia Transamazônica, no Núcleo Cidade Nova, permaneciam fechados, com cadeados nos portões, por intervenção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Marabá e Sul do Pará (Sindecomar), atendendo a inúmeras queixas dos funcionários do grupo em Marabá.
Entre as diversas reclamações dirigidas à entidade sindical estão: o não pagamento de horas extras, estas convertidas em banco de horas, das quais os empregados nunca usufruem; horário de trabalho exaustivo aos domingos; o desconto em dobro, caso de falta, esta novamente descontada nas férias.
Outras queixas fazem referência ao fato de as funcionárias que trabalham nos caixas serem vigiadas por câmeras durante 24 horas; não poderem atender telefonemas, mesmo que estes sejam urgentes; e só poderem usar bolsas transparentes, conforme confirmou o presidente do Sindecomar, Adelmo Azevedo Lima.  
"As funcionárias também são proibidas de usar qualquer tipo de joia, relógio ou maquiagem, assim como sapatos de salto alto", complementou ele. De acordo com Adelmo, o sindicato fechou o supermercado porque, como entidade representativa de classe, tem autonomia para isso. "Nós enviamos para a matriz, em São Luís (MA), a pauta de reivindicações dos funcionários e agora estamos esperando uma resposta da direção do Mateus", disse ele.    Um dos funcionários que participavam do piquete em frente ao Mix Mateus, ontem, Derivaldo Soares disse que no Mateus os funcionários trabalham muito e recebem pouco: "Somos cobrados por tarefas que não podemos fazer, nos sentimos explorados, fazemos horas extras e não estamos recebendo".
 “Nós queremos a redução da jornada de trabalho”, disse outro funcionário, José Orlando Nunes Oliveira, que já trabalha há quatro meses no supermercado.   Segundo o funcionário Sérgio Vieira Mota, fiscal de prevenção de perdas, quem trabalha no Mateus sofre assédio moral: "É comum trabalhar 7 horas por dia aos domingos e, mesmo não faltando, cumprindo todos os horários, sempre há descontos e faltas", afirma ele, complementando: "Quando chega o pagamento, as horas extras nunca aparecem, e sempre estamos devendo horas”.  
De acordo com João Luiz da Silva Barnabé Diretor de Assuntos Jurídicos do Sindecomar, a rede de supermercados só voltará a abrir as portas depois de entrar em acordo com os funcionários e o sindicato para que seja regularizada a situação dos trabalhadores.  
Na noite de ontem, por telefone, Adelmo Azevedo Lima disse  sem citar nomes, que dirigentes locais do supermercado ameaçaram demitir todos os funcionários em greve, a quem chamaram de "vagabundos" - cerca de 500 - e hoje mesmo admitir pessoas para fazer as duas lojas voltarem a funcionar.
O sindicalista, entretanto, alertou: "Caso eles tentem fazer isso, não vai dar certo. Faremos piquete na porta dos dois supermercados até que a situação seja resolvida, até que a direção entre em acordo com os funcionários".   Baderna Procurado Neogenes Félix, gerente do Mix Mateus disse que não estava se colocando contra as reivindicações, mas, na opinião dele, a manifestação já estava virando baderna: "Estão colocando cadeados em um patrimônio privado e impedindo a entrada de clientes e dos funcionários que querem trabalhar”.

30 de mai de 2013

ATÉ VEREADOR RECEBE: No Maranhão, boato sobre Bolsa Família revelou fraudes




A investigação sobre a origem da onda de boatos levou a denúncias contra vereadores de pequenos municípios maranhenses que também estão recebendo o Bolsa Família. Em Coroatá, a 247 quilômetros de São Luís, o vereador Juscelino do Carmo Araújo (PT) foi denunciado por receber o benefício mesmo tendo declarado à Justiça Eleitoral possuir patrimônio de R$ 320 mil. O caso foi denunciado na Câmara Municipal pelo vereador Júnior Buhatem (PMDB).
Já em Fortaleza dos Nogueiras, a 661 quilômetros de São Luís, a denúncia também foi em sessão da Câmara, contra o vereador Edimar Dias (PSD).
O prefeito do município, Elimar Nogueira (PR), que fez questão de acompanhar a sessão, disse que tem provas.
— O cidadão está, desde o seu primeiro mandato, recebendo auxílio da Bolsa Família junto com sua esposa? Isso não precisa ser apurado, tenho documentos, fomos à Caixa, e o dinheiro está sendo depositado na conta do vereador — acusou Elimar.
A Polícia Federal, que está investigando os boatos no Maranhão, não quis se pronunciar sobre o assunto.
Entre os beneficiários, as reações diante dos boatos foram variadas. Com três filhos, Rojane dos Santos Martins foi uma das milhares de maranhenses que entraram em desespero quando soube que o Bolsa Família poderia acabar e que ela teria até a meia-noite para sacar o dinheiro na Caixa. Foi a mãe dela quem ligou na noite de sábado dia 18 repassando a notícia.
— Entrei em pânico, chamei a vizinha que também recebe o Bolsa Família, e corremos para a Caixa, onde graças a Deus conseguimos sacar o nosso dinheiro — recorda-se ela. — Quando cheguei à Caixa, foi aquela agonia, gente chorando porque não tinha caído seu dinheiro na conta. Todo mundo dizia que soube por outra pessoa, e ninguém nos explicava nada.
Com a disseminação do boato no dia 18, nove serviços de autoatendimento da Caixa foram depredados no Maranhão.
Mas nem todos os beneficiários acreditaram no fim do Bolsa Família. Em Maceió, a dona de casa Laudileide Costa da Silva, de 34 anos, mãe de três filhos que recebe R$ 134 por mês, esperou em casa o desfecho da conversa que se espalhou de boca em boca no bairro da Serraria.
— Diziam muita coisa. Teve gente que disse que recebeu R$ 600 do Bolsa Família. Queria que o boato fosse verdade, mas era uma história tão mal contada que não dava para acreditar.
A técnica de enfermagem desempregada Maria Cícera Pereita da Silva, de 50 anos, assistiu aos telejornais daquele sábado e também desconfiou:
— Reuni a família inteira para conversar. E disse que era mentira, porque a Dilma teria ido à televisão para ela mesma dizer que o programa acabou. Nem fui à agência bancária.
Em Fortaleza, a dona de casa Euda Farias foi uma das que correram ao caixa eletrônico:
— Minha nora, que mora em Trairi (a 125 quilômetros da capital cearense), ligou avisando que era preciso tirar logo o dinheiro, porque ele seria bloqueado por seis meses. Ela disse que ficou sabendo por outras pessoas, a cidade inteira comentava. Não pensei duas vezes: saquei na mesma hora. A correria foi tão grande, era tanta gente tentando sacar, que o primeiro caixa que procurei já estava sem cédulas, e tive que procurar outro. Nunca vi coisa igual.
A dona de casa Maria Lúcia Farias Barbosa desconfiou:
— Disseram que tinha uma espécie de presente pelo Dia das Mães, um dinheiro a mais. Minha cunhada até foi sacar o benefício dela, mas resolvi não embarcar nessa. Desconfiei que era uma armadilha porque, quando é coisa do governo, avisam com antecedência, colocam no jornal, e isso não tinha acontecido.
ção.

21 de abr de 2013

IMPERATRIZENSE: Capitão PM morto em Belém

O corpo do capitão da Polícia Militar, Edmar Lima, de 45 anos, foi levado neste sábado (20), em um avião do governo do Pará, para Imperatriz, no Maranhão, onde ele nasceu. Antes, o velório aconteceu no Hangar no estado, em Belém.
Parentes, amigos e colegas de corporação fizeram as últimas homenagens ao policial militar. Edmar Lima trabalhava há 26 anos na Polícia Militar. Começou como praça, fez curso para oficial e então se tornou capitão. A aposentadoria dele estava prevista em quatro anos.
“O capitão Edmar era uma pessoa muito importante para nós pelo seu trabalho, pelo seu empenho, pela sua vida social, um exemplo, uma referência e para nós é uma perda muito grande", disse Major Carmo, da Polícia Militar.
O capitão da PM morreu na noite da última sexta-feira (19), quando completou 45 anos de idade. Ele estava em serviço em uma blitz, na avenida Pedro Álvares Cabral, próximo à Visconde de Souza Franco, quando foi atropelado por um carro.
Com a força do impacto, o corpo do capitão Edmar Lima parou a mais de trinta metros de distância. Ele morreu na hora. No carro do suspeito a perícia encontrou uma garrafa de cerveja.

11 de mar de 2013

Diretor de faculdade é preso acusado de estelionato

 

O diretor de um instituto acusado de promover cursos de graduação sem autorização do Ministério da Educação (MEC) foi preso em Tucuruí (PA). Segundo a Polícia Civil, o diretor do Instituto Educacional Heitor de Lima Cunha (Iehlc), Antônio Assunção Moura, foi preso preventivamente, acusado de estelionato.

A informação sobre a prisão preventiva foi repassada ao Ministério Público Federal (MPF) nesta sexta-feira, 8 de março, pela responsável pela Superintendência Regional do Lago de Tucuruí da Polícia Civil do Estado do Pará, Márcia Goreti Machado Thomé. Segundo a polícia, o diretor do Iehlc está preso desde 1º de fevereiro.

Também foi decretada a prisão de outra responsável pelo instituto, Edinete Assunção Moura. O mandado de prisão foi encaminhado a Imperatriz (MA) e a polícia em Tucuruí aguarda informações sobre o resultado. De acordo com a delegada Márcia Goreti Machado Thomé, há ainda outras duas pessoas responsáveis pelo Ihelc indiciadas no inquérito policial por estelionato.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou na semana passada um alerta para o Ministério Público do Estado em Tucuruí e região informando que, apesar de ter prometido cancelar os cursos irregulares que promovia, o Iehlc estaria recorrendo na ilegalidade.

As denúncias foram encaminhadas ao Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Alan Rogério Mansur Silva, por ex-alunos da instituição. Também foram ex-alunos que procuraram a Polícia Civil para denunciar a prática de estelionato.

Em 2012, o Iehlc anunciou ter acatado uma recomendação do MPF e comprometeu-se a regularizar a situação, deixando claro nas propagandas que faz e nos contratos que assina com os alunos que os cursos oferecidos não são cursos de nível superior e sim cursos livres, que não precisam da certificação do MEC. Como o MPF foi informado que o acordo não está sendo cumprido, decidiu solicitar a parceria do Ministério Público do Estado para coibir o problema.

No início de março, Mansur Silva encaminhou relatório do caso às Promotorias de Justiça de Itaituba, Novo Repartimento, Marabá, Eldorado do Carajás, Goianésia, São Domingos do Capim e Bom Jesus do Tocantins. A essas unidades do Ministério Público do Estado o MPF solicitou informações sobre a existência de denúncias ou informações relativas à oferta, nesses municípios, de cursos de graduação e pós-graduação pelo Iehlc.

À Promotoria de Justiça de Tucuruí, que em 2012 já havia sido alertada pelo MPF sobre o problema, Mansur Silva reiterou a impossibilidade de atuação do Iehlc sem a devida regularização perante o MEC.

Além do Iehlc, nos últimos dois anos outras dez instituições tiveram que suspender cursos de nível superior que promoviam no Pará sem autorização do MEC. Algumas suspenderam os cursos a partir de recomendação do MPF. Em outros casos, o MPF teve que recorrer à Justiça para conseguir a suspensão. Há ainda outras sete instituições às quais o MPF já enviou recomendações para que suspendam cursos ou contra as quais foram ajuizadas ações. Além disso, há oito instituições sob investigação.

16 de fev de 2013

Carolina a Marabá em balsa de buriti celebrará 100 anos

Há mais relação entre Marabá e Carolina-MA do que imagina nosso vão conhecimento do século XXI. No início da colonização de nossa região, as pessoas utilizavam muito o transporte fluvial, dentre eles existia uma embarcação incomum, que era a balsa de buriti. Famílias inteiras partiam de Carolina com seus pertences, galinhas, cães, porcos e desciam ao sabor das águas do Tocantins, impulsionados e direcionados apenas por algumas varas até atingir o destino principal, que era Marabá.

O trajeto durava em média 20 dias. Assim, muitas famílias chegaram a Marabá e aqui se estabeleceram. Alguns pracistas (pessoas que viajavam de uma cidade a outra para vender mercadorias) enchiam as balsas de produtos industrializados, além de porcos, galinhas e outros mantimentos e traziam para o mercado de Marabá, onde corria bastante dinheiro advindo dos castanhais e garimpos de diamantes.

Lamentavelmente, como há pouca documentação das balsas de buriti e nenhuma fotografia, a história ficou quase esquecida no tempo. Um dos poucos registros é um desenho a nanquim de Pedro Morbach intitulado “Balsa de Buriti”, desenhado em 1987.

A Fundação Casa da Cultura vai realizar uma expedição para refazer esse trajeto entre Carolina e Marabá em uma balsa de buriti, como era feito até a década de 1970.
Segundo o presidente da Fundação Casa da Cultura de Marabá, biólogo Noé von Atzingen, os objetivos principais do projeto Balsa de Buriti são preservar a memória regional, despertar interesse pela história da região, valorizar esses heróis barqueiros que tanto fizeram por nossa região, documentar através de vídeos, fotografias e todos os meios de comunicação locais, regionais e nacionais, o percurso do projeto.

Segundo João da Cruz, antigo barqueiro de Marabá, para se construir uma balsa de buriti de 25 metros são necessários 2.000 talos de buriti. Ela pode transportar até 15 pessoas, além de instrumentos de cozinha, materiais pessoais e alimentos. Quatro pessoas são necessárias para conduzir a balsa com vogas e seriam necessários 20 dias de viagem de Carolina a Marabá. O melhor período para descer o rio é de janeiro a março.
Noé explica que apesar da existência da Hidrelétrica de Estreito, a equipe vai construir a balsa em Carolina, descer até a barragem, fazer o transbordo e seguir a viagem até Marabá.

A data de início da viagem ainda está em discussão, mas será anunciada nos próximos dias. Na balsa, estarão quatro barqueiros, um ajudante e outras dez pessoas, sendo três servidores da Fundação Casa da Cultura de Marabá, um historiador, dois jornalistas, 2 fotógrafos e dois representantes de TV.
Duas embarcações vão acompanhar a expedição, sendo uma lancha voadeira e um barco a motor com cozinha, que darão suporte em caso de emergência. A expedição vai passar pelas cidades Carolina, Babaçulândia-MA, Aguiarnópolis-TO, Estreito-MA, Tocantinópolis, Porto Franco, Itaguatins, Imperatriz, Praia Norte-TO, Sampaio-TO, São Sebastião-TO, São João do Araguaia-PA e Marabá.

Noé explica que o custo total da expedição está orçado em R$ 17.300,00 e ele clama por patrocínio para poder executá-la. A balsa já foi encomendada e está sendo construída por pessoas experientes de Carolina. “Vamos atrás de empresários locais que possam nos ajudar a refazer esse trajeto histórico para nossa cidade. A intenção é chegar a Marabá o mais próximo possível do dia 5 de abril”, observa Noé.

Um pouco da história
“Uma balsa desde pachorrenta o rio Tocantins, carregada de mercadorias para serem vendidas em Marabá. Confeccionada de talas de buriti - extremamente leves depois de secas - sua viagem leva semanas. A única forma de maneabilidade das balsas era uma pá de remo adaptada a uma longa vara, com a qual era mantida no “fio” da correnteza, isto é, onde ela era mais forte, evitando os remansos e águas paradas.

Pachorrentas e poéticas, as balsas deixavam-se levar pela correnteza do rio, elas contribuíram com destaque para o desenvolvimento da região. Foi, sem dúvida nenhuma, a mais segura de todas as embarcações primitivas usadas nos rios. Construídas do braço da palma do buritizeiro, que eram reunidos em feixes, e estes ajustados uns aos outros até formarem uma superfície plana, com tamanho que variava entre vinte e cinco a cinquenta metros lineares. Por cima, armavam uma cobertura de palha de piaçaba para abrigar a carga e a tripulação, sendo que esta se constituía de três a cinco homens.

A balsa era usada somente rio abaixo, à deriva da correnteza do rio. O leme se constituía de duas vogas (espécie de remo de cabo comprido), só usadas para manobras nas cachoeiras e para o acostamento.
Eram embarcações usadas somente no Tocantins, confeccionadas em Carolina, no estado do Maranhão, onde há abundância dessas palmeiras. Transportavam cereais, frutas, aves, porcos, cabra, carneiros, carne seca, toucinho, rapadura, doces de leite, de coco e de buriti.

Em Marabá terminava a viagem. Aqui as talas eram vendidas ou dadas, desmanchadas, de cujo material faziam-se cercas e paredes. Durante a época invernosa, o porto da cidade pelo Tocantins, ficava tomado delas. Cheias das mais variadas mercadorias, inclusive a famosa rede sertaneja, totalmente construída á mão, eram verdadeiros empórios flutuantes.”

4 de jan de 2013

EDNALVA LIMA: Ex secretária de educação de Imperatriz, é a nova secretária de educação de Santa Inês

A ex secretária de educação de Imperatriz, no governo do ex prefeito Jomar Fernandes, foi empossada ontem como a nova secretária de educação de Santa Inês-Ma., prefeitura agora comandada pelo ex Deputado Federal Ribamar Alves. Ednalva militante antiga do PT e participante de vários movimentos populares em Imperatriz com certeza terá bastante sucesso nesta nova empreitada, professora universitária, com grande experiência no meio educacional.

Sinceramente, o Brasil atual tem jeito?

Que olha a cena político-social-econômica atual se pergunta sinceramente:o Brasil tem jeito? Um bando de ladrões, travestidos de senadore...