30 de set de 2014

REVOLTA DA BALAIADA: Estudantes da UEMA de Imperatriz, visitam a cidade de Caxias

Estudantes do 5º período matutino de História da UEMA de Imperatriz, visitaram no último final de semana locais históricos de Caxias-Ma. A aula em campo proporcionou aos estudantes uma viagem pela história no memorial da Balaiada  e as ruas históricas de Caxias, despertando a curiosidade e o interesse dos estudantes. Coordenada pelo prof. Luis Maia (Mestre em História do Maranhão), e com o apoio da professora de Hístória da UEMA de Caxias, Jordânia Pessoa.
 
Na década de 1990 um grupo de estudantes universitários e historiadores, liderados por um arqueólogo, resolveu recontar a história da Balaiada. Para isso se instalaram no Morro do Alecrim, palco final da revolta. Eles trabalharam durante meses, atrás dos vestígios do conflito. "Hoje historiadores já escrevem sobre essa nova versão. A versão dos vencidos, dos balaios como verdadeiros heróis na batalha contra os opressores".  O resultado das buscas arqueológicas fez surgir o Memorial da Balaiada. No acervo de 350 peças, restos de armamentos, balas de chumbo, projéteis, botões e fivelas dos militares e dos homens e mulheres que fizeram a revolta. As escavações encontraram até fragmenmtos de ossos humanos. A coleção do museu tem também instrumentos de castigo dos ecravos, como correntes ultilizadas em castigos dos escravos, como correntes e gargalheiras.
 
O memorial é o maior museu de Caxias e recebe, em média, 900 visitantes por mês. 
 
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11 de mai de 2014

ESCANDÂLO NA PETROBRAS: Refinaria no Maranhão gasta R$ 1,6 bi e não sai do papel


Refinaria deveria estar em pleno funcionamento em 2016, mas está paralisada
Foto: Chico de Goias / Chico de Gois
No início de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a governadora Roseana Sarney, o pai dela, senador José Sarney (PMDB-AP) e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, fizeram festa, com direito a discurso, para o lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium I em Bacabeira, a 60 km de São Luis. Seria a maior refinaria do Brasil, com capacidade de produzir 600 mil barris/dia, empregaria 25 mil pessoas no ápice das obras e deveria entrar em pleno funcionamento em 2016. Quatro anos depois, o que se vê é a paralisação da obra, que somente em terraplanagem, consumiu R$ 583 milhões, além de mais R$ 1 bilhão em projetos, treinamentos, transporte, estudos ambientais. Todo o montante foi pago pela Petrobras.
O custo total da refinaria está estimado em R$ 38 bilhões, mas a própria empresa afirmou, em nota enviada ao GLOBO, que “somente após a conclusão da etapa de consulta ao mercado será possível mensurar o custo total da refinaria”. A previsão, agora, é que ela entre em operação em 2018.
Apesar da festa no lançamento da pedra fundamental, nem projeto básico havia na ocasião. De prioritária, a futura refinaria entrou num limbo. No Plano de Negócios para o quadriênio 2013/2017, o empreendimento consta apenas na carteira de fase de projeto. Um relatório de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), de abril do ano passado, apontou indícios graves de irregularidade na terraplanagem — a única obra que teve início, mas que foi paralisada sem ser concluída, conforme relatório do tribunal. De acordo com os fiscais do TCU, somente em 1º de novembro de 2010 — oito meses depois da festa com Lula e companhia — e já com a terraplanagem em andamento, é que foi assinado um contrato para elaboração do projeto básico da Refinaria.
A pressa da Petrobras em dar visibilidade a uma refinaria que não tinha nem projeto básico ocasionou, de acordo com relatório do TCU, um dano de R$ 84,9 milhões. Diz um trecho do documento: “Entende-se que o contrato não poderia ter sido assinado sem a liberação das áreas para o consórcio construtor. A consequência disso foi um dano de R$ 84,9 milhões”. No entendimento dos técnicos do tribunal, a petroleira foi responsável pelo atraso na liberação do terreno e demorou a emitir ordens de serviço para que a terraplanagem começasse. O valor do dano contempla uma ação extrajudicial e um aditivo.
Os auditores do TCU apontaram que houve mudanças no leiaute do projeto e, com isso, toda a obra foi comprometida. “A gênese de todo o problema parece estar na decisão de iniciar-se uma obra desse porte sem um planejamento adequado, passível de toda sorte de modificações. Até esta data (3 de abril de 2013), passados cinco anos dos primeiros estudos, ainda não se tem um projeto completamente definido para a Premium I”, anotaram os auditores.
Profusão de aditivos
Segundo a vistoria do TCU, foram feitas alterações que transformaram completamente o projeto. “Uma importante alteração foi o aumento considerável do número de tanques. Ao que consta, a tancagem planejada inicialmente para situar-se na zona portuária, por restrições de espaço ou mesmo por mudança de concepção do projeto, localizar-se-á na área da refinaria”, observaram os técnicos, que apontaram outras mudanças significativas no plano original. “Essas modificações impactaram o contrato de terraplanagem, contribuindo, certamente, para a profusão de aditivos”, escreveram os auditores.
A terraplanagem foi contratada em 14 de julho de 2010 com o Consórcio GSF, formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng Civilsan e Fidens Engenharia, com valor inicial de R$ 711 milhões. Em abril do ano passado, o contrato foi interrompido, com 80% das obras concluídas e o pagamento de R$ 583 milhões. Os auditores verificaram que, entre esses aditivos, haviam vários que cancelavam determinado valor, com mudanças no quantitativo dos trabalhos, mas, em seguida, um novo aditivo aumentava o mesmo valor, inclusive com centavos, em outro tipo de serviço.
Os 13 aditivos feitos ao contrato da terraplanagem acarretaram um acréscimo de R$ 14,2 milhões na obra. No total, foram realizadas 14 modificações de valores e mais uma transação extrajudicial entre as partes no valor de R$ 73,9 milhões. A terraplanagem também precisou contar com um trabalho extra por causa de erosão no solo e, para tratar do problema, a Petrobras contratou outra empresa a Cristal Engenharia, por mais R$ 7,5 milhões. A auditoria anotou: “ou seja, a Petrobras celebrou outro contrato, destinado a manter parte dos trabalhos de terraplanagem já desenvolvidos. Todavia, foi constatado que este novo ajuste não prevê a conclusão de algumas estruturas inacabadas.”
Oito dos aditivos realizados pela Petrobras no contrato modificavam, e muito, o tipo de serviço a ser realizado, mas, no final, os valores cancelados e acrescidos acabaram praticamente os mesmos. Os técnicos demonstraram que “embora se compreenda que uma obra de terraplanagem necessite de ajustes nas quantidades estimadas inicialmente, a dimensão desses ajustes reflete a má qualidade do projeto. Não se pode aceitar, por exemplo, uma redução da ordem de 96% em um quantitativo”.
A Petrobras informou que os aditivos ocorreram “em consequência do elevado grau de detalhamento adotado pela empresa na constatação, com mais de 144 itens na planilha de preços unitários”. Sobre a concorrência para a construção da refinaria, a assessoria da petroleira declarou que “os pacotes de contratação estão em ajustes finais para serem lançados no mercado. Em março já foram emitidos convites para terceirização dos serviços de geração de hidrogênio e de tratamento de água e efluentes. Os projetos passaram por adequações e estão aderentes às métricas internacionais”.


2 de abr de 2014

ARROGÂNCIA AMERICANA: Os Simpsons’ voltam ao Brasil para lutar contra a corrupção na Copa e fazem previsão: seremos vice-campeões


Homer e Bart no avião a caminho do Brasil em novo episódio dos "Simpsons"
Depois de toda a polêmica gerada por sua última aparição no Brasil - que envolveu até mesmo uma perseguição com macacos -, "Os Simpsons" voltaram ao país no episódio exibido nos Estados Unidos no último domingo (30). O blog assistiu ao desenho e avisa: pode ser que alguns espectadores mais sensíveis e patrióticos sigam ofendidos. Tudo começa assim: eleito por Lisa seu herói num evento do colégio, Homer torna-se um símbolo de honestidade. Sendo assim, cartolas da Copa do Mundo vão até o personagem pedindo para que ele vire árbitro do evento, uma vez que ele está tomado pela corrupção.



"Air Brasilia", a companhia aérea dos Simpsons na vinda para o Brasil: macacos na pintura
Sim, todo o episódio gira em torno do tal "jeitinho" que os organizadores tentam dar para que o Brasil vença a Copa. Tentando manter-se honesto, Homer é alvo de todo tipo de suborno. A ponto que cada torcedor no estádio tentar comprá-lo de alguma maneira durante uma partida. Por falar em estádio, a Arena Corinthians é mostrada na animação de Matt Groening. Veja abaixo:


A Arena Corinthians aparece na animação americana
Não faltam piadas sobre os hábitos do país, claro. Uma delas surge na pele de Marge, que tenta aprender nosso idioma a todo custo para evitar "mal entendidos como da última vez". Em outro momento, tentam subornar homer com um sanduíche de presunto fresco - detalhe: o porco está vivo amarrado a dois pães. Numa das propagandas exibidas num jogo de futebol, a ordem é para que os arruaceiros sigam para o Paraguai durante a Copa. Seria essa uma ironia sobre a proibição de protestos durante a competição?


Mensagem em português manda os "arruaceiros" irem para o Paraguai
Alguns cartões postais das capitais brasileiras são mostrados. Os personagens passam por Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Manaus e Brasília. Na capital paulista, dá para ver a catedral da Sé, o edifício Altino Arantes e a Ponte Estaiada. "Eu poderia viver tranquilamente no Brasil, se não fossem esses peixes que sobem pela privada", suspira Homer. Num dos jantares, vão à Figueira, restaurante conhecido por ter uma árvore no meio do salão.


A Catedral da Sé, o edifício Altino Arantes e a Ponte Estaiada surgem na animação
No campo, os jogadores brasileiros são espertos e fingem falta ao menor avanço do adversário. E, torcedores, "Os Simpsons" traz uma previsão: o Brasil vai, sim, para a final da Copa. Mas, como Homer não se rende ao suborno, nossa seleção é derrotada pela Alemanha por 2 x 0. Os narradores - um deles sustenta o "goooooooool" eternamente como Galvão Bueno - dizem que nunca viram a torcida tão deprimida. Tudo culpa do juiz honesto, claro.


O placar da final da Copa do Mundo. Seremos vice de novo jogando em casa?

Um dos jogadores da seleção finge pênalti no desenho
No final do episódio há tempo até mesmo para uma passada na Amazônia, que está sendo desmatada para dar lugar a uma lanchonete fast food do palhaço Krusty. Sabe o que ele pretende servir no sanduíche? Carne de macaco.


Homer na floresta: Amazônia está sendo desmatada para dar lugar a fast food
Resumo da ópera: o desenho americano dirige a maior parte de suas piadas à má fama de país corrupto que temos. Alguns podem até se ofender, mas que o episódio é engraçado, ah, isso é. Exibido pela Fox nos Estados Unidos, este segmento específico ainda não tem data para ir ao ar no Brasil.

18 de jan de 2014

POLITICO DE ESTREITO ENVOLVIDO: A maior fraude na história da caixa de R$ 73 milhões

A Polícia Federal procura cinco envolvidos num golpe milionário contra a Caixa Econômica Federal, entre eles suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA), apontado como mentor da fraude. De acordo com a instituição financeira, trata-se da maior fraude já sofrida em toda a sua história.
No último dia 5 de dezembro, uma conta foi aberta na agência da Caixa em Tocantinópolis para pagar R$ 73 milhões de prêmio da Mega-Sena, com nome fictício e um falso bilhete da premiação. A CEF percebeu a fraude na conferência do bilhete e acionou a Polícia Federal. Segundo o delegado da PF em Tocantins, Almir Clementino Soares, a autorização para a abertura da conta foi dada pelo gerente geral da agência, Robson Pereira do Nascimento, que teria sido cooptado pelos golpistas. Logo após a conta ter sido aberta, foram feitas transferências de R$ 40 milhões para uma conta em São Paulo e R$ 33 milhões para outra em Goiás. A partir daí, passaram a ser feitas várias transferências de valores mais baixos, inclusive para outros bancos, para permitir o saque dos valores.
Soares afirmou que a PF pediu o bloqueio das contas à Justiça e, com isso, 70% do valor foi recuperado, evitando que a fraude se transformasse também no maior prejuízo da instituição com algum golpe.
- Dos cinco procurados, três são do Maranhão, um de Goiás e um de São Paulo - informou o delegado.
De acordo com a PF, os cinco estão com a prisão preventiva decretada, não foram localizados neste sábado e são considerados foragidos, pois já há provas contra eles de participação no golpe. Na residência do procurado em Goiás, foram apreendidos extratos bancários que comprovam que ele movimentou o dinheiro da conta. Os envolvidos podem responder pelos crimes de peculato, receptação majorada, formação de quadrilha e de lavagem de dinheiro. Caso os suspeitos sejam condenados as penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.
Soares conta que, depois das duas transferências para Goiás e São Paulo, foram efetuadas centenas de outras de valores mais baixos, com o objetivo de facilitar o saque do dinheiro, para contas de pessoas físicas e jurídicas, na Caixa e em outros bancos. Com o início do bloqueio das contas, diz o delegado, os envolvidos perceberam que o golpe fora descoberto e fugiram.
- Formaram uma teia de aranha - afirma o delegado, explicando que a PF elaborou um organograma para chegar aos cabeças da fraude.
A PF não descarta pedir a prisão de outros envolvidos e afirmou que todos os beneficiados com depósitos serão investigados.
A operação realizada neste sábado, que contou com 65 policiais federais nos estados, foi batizada de Éskhara, e cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Goiás, Maranhão e São Paulo, além do Tocantins.


14 de jan de 2014

MARANHÃO: PT estuda romper com o PMDB e lançar candidato ao governo

Diante da saia-justa no Maranhão entre o apoio ao PMDB da família Sarney ou à candidatura de Flávio Dino (PCdoB), a direção do PT já estuda a possibilidade de lançar um candidato à sucessão da governadora Roseana. Setores do PT acreditam que uma candidatura própria amenizaria o rompimento com o clã Sarney. Seria mais traumático o PT apoiar Dino, como deseja grande parte dos petistas.
No Maranhão, um dos maiores nós na aliança com o PMDB, o diretório do PT é rachado: uma ala participa do governo Roseana e outra faz oposição. Em 2010, o PT nacional interveio e impôs o apoio à Roseana contra o próprio Dino. Esse debate ressurgiu, mas agora Roseana deve concorrer ao Senado. Com uma dívida de gratidão com Sarney, o ex-presidente Lula defende o apoio ao PMDB, mas o presidente do PT, Rui Falcão, sugeriu há alguns meses uma solução intermediária: apoiar Dino ao governo e Roseana ao Senado, o que não foi aceito por nenhuma das partes


12 de jan de 2014

DEU NO GLOBO: Roseana Sarney já gastou R$ 274 milhões com empresas de aliados


Governadora do Maranhão, Roseana Sarney, dá entrevista coletiva sobre onda de violência
Foto: Hans von Manteuffel / O GloboA governadora do Maranhão, Roseana Sarney, é uma mulher de família. Herdeira do político mais longevo do país — no ano que vem, completam-se 50 anos desde que José Sarney assumiu o governo do estado e 60 desde que se sentou na cadeira de deputado estadual como suplente —, Roseana, com 60 anos e em seu quarto mandato, mantém negócios com empresas de parentes e tem amigos e familiares ocupando postos-chaves em várias esferas de poder, o que lhe garante relativa blindagem.
Levantamento realizado com base no Portal da Transparência do governo do Maranhão aponta que, de 2009, quando ela retornou ao governo, em abril daquele ano, ao final de 2013, empresas de familiares, amigos e correligionários receberam R$ 274,1 milhões dos cofres do estado. Entre os donos das firmas aquinhoadas, há de tudo: o advogado que a representa em processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); o cunhado; a construtora de Luciano Lobão, filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; o senador Lobão Filho (PMDB-MA); e até mesmo um shopping que tem entre os acionistas o pai da governadora, o senador José Sarney (PMDB-AP).
A segunda empreiteira que mais recebeu dinheiro do governo do Maranhão no ano passado foi a Ducol Engenharia. Ela pertence a Herny Duailibe, primo do marido de Roseana, Jorge Murad. A empresa foi denunciada pelo Ministério Público por ter recebido, em 2003, R$ 1,3 milhão para realizar diversas obras de pavimentação em municípios maranhenses, mas não teria realizado os serviços. Apesar da ação, isso não impediu Roseana de contratar a mesma construtora para realizar outras obras. De 2009 até o final do ano, só a empreiteira ganhou R$ 169,7 milhões do governo.
Henry Duailibe é sócio também da Duvel Veículos, que vende carros para o governo. No período de 2009 a 2013, ele recebeu R$ 1,9 milhão. Outro membro da família Duailibe que mantém negócios com o governo de Roseana é Helena Maria, mulher do cunhado dela. A Construtora Domus, que a tem como representante, recebeu no período R$ 9,9 milhões.
Ex-sócio de Murad faz a segurança de presídio e já recebeu R$ 22 milhões
Outra empresa que vem ganhando muito dinheiro dos cofres do governo do Maranhão é a Atlântica Segurança. No ano passado, ela recebeu R$ 12,9 milhões de diversas secretarias. E, entre 2009 e 2013, foram, no total, R$ 22,2 milhões. A Atlântica, que entre outras coisas faz segurança no presídio de Pedrinhas, tem como dono Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, ex-sócio de Jorge Murad, marido de Roseana, numa pousada em Barreirinhas, cidade onde estão os Lençóis Maranhenses. Em 2002, quando estourou o caso Lunus, e a PF apreendeu R$ 1,3 milhão em dinheiro na empresa de Murad, Cantanhede argumentou que parte do dinheiro lhe pertencia. Cantanhede é dono ainda da Atlântica Limpeza e Serviços Gerais, que recebeu R$ 8,7 milhões.
Advogado de Roseana num processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pretende cassar o mandato dela, Alfredo Duailibe ganhou um contrato, sem licitação, no governo de sua cliente. Já recebeu R$ 9,5 milhões, desde 2009.
Da lista de empresas há até mesmo o shopping que tem como um dos principais acionistas o senador José Sarney (PMDB-AP), pai da governadora. O Shopping Jaracaty, que aparece na declaração de bens de Sarney, em 2006, aluga oito lojas para o Programa Viva Cidadão, que reúne vários órgãos estaduais para facilitar a obtenção de documentos. O Jaracaty recebeu R$ 1,6 milhão pelo aluguel.
Amiga íntima do clã, a família do senador Edison Lobão (PMDB-MA) também recebeu uma boa quantia em dinheiro. A Hytec Construtora, que tem como sócio um dos filhos dele, Luciano Lobão, amealhou R$ 40 milhões. Já o senador Lobão Filho (PMDB-MA) recebeu, no final do ano passado, R$ 4,6 milhões pela desapropriação de um terreno seu para obras numa via expressa que passa em frente ao shopping de Sarney. Insatisfeito com o valor, Lobão disse, por meio da assessoria, que terá que entrar na Justiça contra o governo da amiga porque diz que o terreno ocupado pelo estado valeria R$ 18 milhões.
Ainda assim, a governadora é pouco fiscalizada. Em órgãos estratégicos, ela mantém aliados e parentes. A corregedora do Tribunal de Justiça, Nelma Sarney, é sua tia. O presidente da OAB-MA, Mario Macieira, é primo dela, e a mulher dele, Luiza de Fátima, é secretária de Assistência Social. A procuradora-geral de Justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, é tia do secretário de Desenvolvimento, Hildo Rocha. No Tribunal de Contas, o mais novo integrante era o vice-governador, Washington de Oliveira (PT).
 
Fonte: Jornal O Globo

TRISTE REALIDADE: O Maranhão está rico ou apenas alguns maranhenses?

 
A afirmação da governadora Roseana Sarney, que administra o estado com os piores indicadores sociais do país, soa como um deboche não só para os maranhenses, mas para todos os brasileiros. “Um problema que piora a segurança é que o Maranhão está mais rico”, disse ela em entrevista coletiva na quinta-feira (9), ao lado de um constrangido ministro da Justiça. José Eduardo Cardozo teve que ouvir ainda que as mortes ocorridas no presídio de Pedrinhas “até setembro estavam dentro do limite que se esperava”, como se as cabeças decepadas e mostradas em vídeo para todo o Brasil fossem apenas enfeites macabros de alguma festa folclórica de seu estado.
O Maranhão está mais rico ou apenas alguns maranhenses enriqueceram? A resposta a essa pergunta está nas compras que o governo de Roseana mandou fazer com uma extensa lista de bens de consumo que milhões de maranhenses ao longo de suas vidas sequer terão a chance de ver esses produtos de perto. A compra de lagosta, champanhe, uísque e caviar para abastecer a dispensa do Palácio dos Leões, numa total contradição com o povo paupérrimo, não é um acinte, mas sim o retrato fiel do cotidiano de uma elite que vive isolada da realidade do estado, que faz licitações, como a do Porto de Itaqui, que não beneficia o povo maranhense mas a si própria. Pobre Maranhão, que não viu o aumento da classe média, que fica cada vez mais longe do desenvolvimento e que há décadas não tem governo para o povo.
 
Fonte: JORNAL DO BRASIL

Sinceramente, o Brasil atual tem jeito?

Que olha a cena político-social-econômica atual se pergunta sinceramente:o Brasil tem jeito? Um bando de ladrões, travestidos de senadore...