18 de jul de 2013

GRUPO MATEUS: Acordo põe fim a greve



Após três dias e meio de paralisação e uma reunião que durou quase o dia inteiro, os 1.100 funcionários do Grupo Mateus, maior rede de supermercados de Marabá, voltaram ao trabalho.

Os funcionários e também o Sindicato dos Comerciários de Marabá e Região (Sindecomar) consideram que saíram vitoriosos da greve iniciada na segunda-feira (15) e encerrada no início da tarde desta quinta-feira (18).
 
Eles conseguiram reajuste salarial para R$ 833,00, plano de saúde, cesta básica, não descontar os dias de greve, saída dos serviços aos domingos e feriados às 14 horas em ponto, 180 dias de estabilidade e redução da jornada para 7 horas diárias.

16 de jul de 2013

DENUNCIA CONTRA O GRUPO MATEUS: Funcionários denunciam Supermercado

 Até a noite de ontem o Supermercado Mateus da Folha 33, na Nova Marabá, e o Mix Mateus, na Rodovia Transamazônica, no Núcleo Cidade Nova, permaneciam fechados, com cadeados nos portões, por intervenção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Marabá e Sul do Pará (Sindecomar), atendendo a inúmeras queixas dos funcionários do grupo em Marabá.
Entre as diversas reclamações dirigidas à entidade sindical estão: o não pagamento de horas extras, estas convertidas em banco de horas, das quais os empregados nunca usufruem; horário de trabalho exaustivo aos domingos; o desconto em dobro, caso de falta, esta novamente descontada nas férias.
Outras queixas fazem referência ao fato de as funcionárias que trabalham nos caixas serem vigiadas por câmeras durante 24 horas; não poderem atender telefonemas, mesmo que estes sejam urgentes; e só poderem usar bolsas transparentes, conforme confirmou o presidente do Sindecomar, Adelmo Azevedo Lima.  
"As funcionárias também são proibidas de usar qualquer tipo de joia, relógio ou maquiagem, assim como sapatos de salto alto", complementou ele. De acordo com Adelmo, o sindicato fechou o supermercado porque, como entidade representativa de classe, tem autonomia para isso. "Nós enviamos para a matriz, em São Luís (MA), a pauta de reivindicações dos funcionários e agora estamos esperando uma resposta da direção do Mateus", disse ele.    Um dos funcionários que participavam do piquete em frente ao Mix Mateus, ontem, Derivaldo Soares disse que no Mateus os funcionários trabalham muito e recebem pouco: "Somos cobrados por tarefas que não podemos fazer, nos sentimos explorados, fazemos horas extras e não estamos recebendo".
 “Nós queremos a redução da jornada de trabalho”, disse outro funcionário, José Orlando Nunes Oliveira, que já trabalha há quatro meses no supermercado.   Segundo o funcionário Sérgio Vieira Mota, fiscal de prevenção de perdas, quem trabalha no Mateus sofre assédio moral: "É comum trabalhar 7 horas por dia aos domingos e, mesmo não faltando, cumprindo todos os horários, sempre há descontos e faltas", afirma ele, complementando: "Quando chega o pagamento, as horas extras nunca aparecem, e sempre estamos devendo horas”.  
De acordo com João Luiz da Silva Barnabé Diretor de Assuntos Jurídicos do Sindecomar, a rede de supermercados só voltará a abrir as portas depois de entrar em acordo com os funcionários e o sindicato para que seja regularizada a situação dos trabalhadores.  
Na noite de ontem, por telefone, Adelmo Azevedo Lima disse  sem citar nomes, que dirigentes locais do supermercado ameaçaram demitir todos os funcionários em greve, a quem chamaram de "vagabundos" - cerca de 500 - e hoje mesmo admitir pessoas para fazer as duas lojas voltarem a funcionar.
O sindicalista, entretanto, alertou: "Caso eles tentem fazer isso, não vai dar certo. Faremos piquete na porta dos dois supermercados até que a situação seja resolvida, até que a direção entre em acordo com os funcionários".   Baderna Procurado Neogenes Félix, gerente do Mix Mateus disse que não estava se colocando contra as reivindicações, mas, na opinião dele, a manifestação já estava virando baderna: "Estão colocando cadeados em um patrimônio privado e impedindo a entrada de clientes e dos funcionários que querem trabalhar”.

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