23 de set de 2010

Roseana descarta ligação com médica presa



A candidata ao governo do Estado descarta ligações com a mulher presa acusada de compra de votos. Irmã da dona da casa diz que médica só queria ajudar carentes.

No dia seguinte após prisão de uma médica pela Polícia Federal suspeita de trocar consultas por votos a coligação de Roseana Sarney(PMDB) divulgou nota sobre o assunto. No local a PF encontrou panfletos de candidatos da coligação de Roseana e fotos da governadora aparecem na frente da casa. A candidata ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, rechaça de forma veemente toda e qualquer tentativa de ligação da sua candidatura ao episódio da prisão de uma médica sob acusação de prestar consultas em troca de voto, num bairro de São Luís.” diz um trecho da nota.

O restante da nota acrescenta: Roseana Sarney afirma que a referida médica não integra o Comitê da Campanha da Coligação “O Maranhão não pode parar”, não tem qualquer vínculo oficial com sua campanha a governadora do Maranhão, e, sendo assim, não está autorizada a proceder em nome da candidata ou de qualquer membro da Coligação”.

A nota distribuída pela assessoria de imprensa da coligação da candidata do PMDB diz que Roseana “ reafirma que toda orientação de sua campanha é pautada no respeito à Legislação Eleitoral, e que a ninguém é dado o direito de ignorar as regras das eleições”.

Ontem, o IMPARCIAL foi ao local, onde a médica Silvana Teixeira e outras duas pessoas foram detidas pela Polícia Federal, em ação solicitada pelo Ministério Público Eleitoral. A proprietária da casa, recusou-se a falar com a reportagem, mas a irmã dela. Valdenice Araújo, de 44 anos, que trabalha como auxiliar de cozinha, decidiu quebrar o silêncio.

Ela negou qualquer envolvimento da médica com a prática de compra de votos para os candidatos do partido da atual governadora e revelou que Silvana Teixeira só estava no local para ajudar a população carente. “Não temos asfalto, saneamento básico, iluminação pública e muito menos acesso à saúde. Ela foi convidada para realizar algumas consultas gratuitas para nossa comunidade já que aqui não temos isso. Não teve nada haver com política”, alegou.

Os vizinhos não quiseram comentar sobre as consultas e muito menos sobre a possibilidade de terem aceitado votar em dois candidatos a deputados (estadual e federal) em troca de atendimento médico. A maioria dos cartazes colados foi arrancada pelos próprios moradores.

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