22 de set de 2010

ELAS CANTAM MINAS


No Paço do Zuzinha (Ao Lado Do Teatro Ferreira Gullar),sexta,24 de setembro,as 18:30.Entrada Franca. Não foram poucos os apelos e motivações que, ao longo do século passado, fizeram com que o território de que Imperatriz hoje é pólo fosse habitado por brasileiros de praticamente todos os estados do país.

Assim foi a procura por madeiras, já a caminho de esgotamento no centro-sul. Também a busca por clima e terras apropriadas à criação de gado (não é outra a razão para Pastos Bons ter o nome que tem...) bem como para a “abertura de novas fronteiras agrícolas”. E assim viriam depois o “ouro de Serra Pelada”; a construção da BR-010 (“Belém-Brasília”); o Programa Grande Carajás, com o Projeto Ferro, as siderúrgicas... e sua ferrovia; mais recentemente, a Hidroelétrica de Estreito. Os apelos continuam... Foi assim que para aqui vieram – uns, apenas para “ganhar dinheiro” e “passar”; outros, para ficar e constituir famílias, até “começando tudo de novo”... – nordestinos orientais (especialmente dos sertões=caatingas das Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí; e os do leste e centro-oeste, especialmente baianos, goianos e mineiros); assim como muitos “bandeirantes” paulistas, paranaenses, catarinenses, gaúchos... E imigrantes “de fora”. Todos eles para cá vieram, não somente com sua disposição para o trabalho e para ”abrir negócios”; mas, muito especialmente, com seus respectivos costumes: modos de falar, de vestir, de se alimentar, divertir... e de criar. Ou seja: com suas culturas diversas, representativas de todo o Brasil.

A Fundação Cultural de Imperatriz tem a missão de reencontrar, identificar e divulgar essas manifestações culturais brasileiras, expressas em nossa cidade e em nossa região. Isto está definido na lei de sua criação e no seu atual plano de trabalho. SEXTA ÀS SEIS E MEIA, o principal projeto de natureza integrada dentro da Fundação, procura exatamente cumprir tal missão, com estes objetivos: · divulgar as tradições artísticas das origens diversificadas da cultura regional · propiciar encontros criativos entre o compositores e cantores locais e regionais o apreciadores anônimos, de bom gosto, da produção artística brasileira, com destaque para as criações musicais locais / regionais · exercitar o reconhecimento dos diversos gêneros e ritmos musicais que compõem a multivariada criação dos que nasceram e dos que vieram residir em Imperatriz e região É neste contexto que se apresenta o ELAS CANTAM MINAS, com programação a ser desenvolvida por quatro cantoras nossas, interpretando criações do cancioneiro mineiro. Cada artista, com acompanhamento a seu gosto, apresentará cinco melodias, falando um pouco sobre suas origens e motivações. PAUTA DAS APRESENTAÇÕES LENA GARCIA ROMÂNTICOS - Vander Lee CLUBE DA ESQUINA N° 2 - Milton Nascimento/Lô Borges/Márcio Borges AMOR DE INDIO - Beto Guedes e Ronaldo Bastos PARA LENNON E McCARTNEY - Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant O BÊBADO E A EQUILIBRISTA - João Bosco e Aldir Blanc MAYRA PRISCYLA SOBRE O TEMPO - Pato Fu DIAS MELHORES - Jota Quest ACIMA DO SOL - Skank CONSELHO DE UM CHAPADO - Ksis AMORES CRUZADOS - Ksis EVA BRITO Do seu lado - Jota Quest Quando te Vi-Beto guedes pra rua me levar - Ana Carolina Malandragem - Ana Carolina Eu - Pato Fu MARCELA BARROS sutilmente - Skank por perto - Pato Fu sobre o tempo - Pato Fu Travessia - Milton Nascimento Sol de primavera - Beto Guedes Noites com Sol - F. Venturine Coordenação e Produção AXEL CARLOS BRITTO Assessoramento e Editoração JOSÉ GERALDO DA COSTA

2 comentários:

  1. A Fundação Cultural não pode se limitar a ser uma mera organizadora de shows de barzinho naquele espaço sem o mínimo de conforto e estrutura chamado Paço do Zuzinha.

    Onde está a política cultural dessa cidade? O incentivo à produção? Pra organizar eventos já tem o Chico do Planalto.

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  2. Sr Wsclay,
    Posso afirmar, em totalidade, o seu desconhecimento sobre a cultura da cidade de Imperatriz- MA. Produção cultural significa práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. E esta se fez atuante na última sexta – feira no Paço do Zuzinha com um show belíssimo proporcionado por mulheres de um talento ímpar. O “lugarzinho” do qual você se refere, que pode até lhe parecer irrelevante, se tornou grande diante dos conspícuos talentos ali apresentados.
    Elas mostraram que a nossa cultura não se restringe ao forro e ao brega,não os menosprezado(pois também é cultura).Sendo assim foram capazes de, ainda que em suas jovialidades, resgatar a nossa tão ilustre Música Popular Brasileira - MPB. Interpretando cantores mineiros deste estilo musical.Vale ressaltar que: Vander Lee, cantor e compositor mineiro, homenageado por uma das melhores interpretes imperatrizes (Lena Garcia) assim como vários artistas do nosso país começou cantando em barzinhos.
    Todos que compareceram ao local foram agraciados com uma linda noite de Lua – Cheia e com vozes que confortam a alma e são capazes até de fazerem anjos celestiais cometerem o pecado da inveja.
    Espero que as pessoas valorizem mais a arte e a cultura não só da nossa cidade, mas do nosso Brasil. Tratando – as com a seriedade e o respeito que lhes são merecidos.

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Sinceramente, o Brasil atual tem jeito?

Que olha a cena político-social-econômica atual se pergunta sinceramente:o Brasil tem jeito? Um bando de ladrões, travestidos de senadore...