11 de ago de 2010

Adilson Maguila tem candidatura vetada


Maguila não declarou bens à Justiça Eleitoral, mas colocou a previsão de gastos de campanha no limite de R$ 3 milhões.

O ex-boxeador Adilson Maguila terá de aposentar, ao menos temporariamente, o sonho de ter uma vaga no Congresso Nacional. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo vetou sua candidatura a deputado federal pelo PTN. A Procuradoria Regional Eleitoral nem tinha pedido a impugnação do candidato, apenas havia feito um pedido de diligências sobre documentos da candidatura, uma delas a certidão de "nada consta" no Tribunal de Justiça de segunda instância de São Paulo. Ainda cabe recurso e, segundo o coordenador regional de campanhas do PTN, Kennedy Rene Rodrigues, o partido já está recorrendo da decisão.

Maguila não declarou bens à Justiça Eleitoral, mas colocou a previsão de gastos de campanha no limite de R$ 3 milhões. Segundo a primeira prestação de contas do candidato, nenhum centavo havia sido arrecadado ou gasto até o início de agosto. Rene Rodrigues disse que, até agora, Maguila não arrecadou nenhuma doação.

Outra ex-celebridade que busca sair das sombras é o estilista e apresentador de TV Ronaldo Esper. Acusado de furtar vasos de bronze em um cemitério paulistano em 2007, Ronaldo Esper garantiu sua candidatura para concorrer a deputado federal pelo PTC. O partido é o mesmo de seu antigo rival das agulhas e alfinetadas, o estilista Clodovil Hernandes, terceiro deputado mais bem votado no estado em 2006, morto por câncer no ano passado.

Em sua primeira declaração de donativos, Ronaldo Esper afirmou não ter recebido nem gasto nenhum centavo. Sua declaração de bens é de R$ 347,5 mil.

A julgar pelas declarações parciais de arrecadação de campanha dos meninos do grupo juvenil KLB, a fama não garante as doações. Até agora, nem Leandro (candidato a estadual) nem Kiko (federal), ambos do DEM, registraram ter gastado ou arrecadado nada. Cada um declarou um patrimônio de R$ 740 mil. Segundo o site do TSE, as duas candidaturas aguardam julgamento do TRE paulista.

O candidato a deputado federal pelo DEM Selmo dos Santos, que registrou sua candidatura no partido e no TRE quando estava preso por suposto crime de estelionato, teve sua candidatura indeferida pelo tribunal. Além de não apresentar as certidões necessárias, que mostrariam condenações e processos criminais, ele registrou um patrimônio de nada menos que R$ 91,6 milhões. Entre os "bens", estaria uma universidade, que não tem registro no MEC e que, segundo seu advogado, nunca saiu do papel. Suas cotas na tal Unilma (Universidade Livre do Meio Ambiente), da qual Selmo dos Santos se dizia reitor, valeriam, segundo ele, R$ 80 milhões.

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