22 de out de 2010

"DISPUTA SEM VENCEDORES"


Há muitos dias não tinha assistido o programa eleitoral, assistir hoje e não gostei com o nível tão fraco e deprimente para dois candidatos ao cargo majoritário do Brasil.

No dia 31 de outubro, assim que a apuração das urnas for encerrada, serão conhecidos os eleitos para a Presidência da República e para os governos estaduais que deixaram para o segundo turno a definição dos seus chefes estaduais pelos próximos quatro anos.


No entanto, a vitória nas urnas tende a não se consolidar como uma vitória política dos candidatos. Isso porque os desgastes que vêm se acumulando em torno destes durante esta campanha, seja em nível estadual ou em nível nacional, podem provocar rasuras irreversíveis nas carreiras políticas dos candidatos e, sobretudo, na imagem que o eleitorado tem de cada um deles.

Para a Presidência, por exemplo, a troca de acusações, a criação de factóides (alguns com cores de veracidade, mas que parecem mais próximas de especulações sem provas) e a busca incessante pela "verdade" (como se fosse algo palpável) vem fazendo com que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tenham desviado o foco da disputa pelo cargo eletivo para um embate pessoal e direto, no qual a briga
tornou-se pessoalmente empreendida e agressiva de parte a parte. Os programas eleitorais gratuitos, que usam espaço das emissoras de televisão - estas, não se pode esquecer, são concessões públicas - não estão minimamente preocupados em dialogar com a população, mas somente a enfrentar o adversário como num campo de guerra.

Um comentário:

  1. Sr. Cleto,

    Infelizmente esse é o nível dos que se propõem a governar o Brasil. Plínio durante o processo eleitoral procurou mostrar que tanto Dilma quanto Serra não tem propostas concretas para as soluções concretas que possibilite a superação da pobreza e da exploração dos trabalhadores. O que estamos vendo é o “vale-tudo” da política neoliberal, a garantia do poder a qualquer custo.
    Por esse e milhares de outros motivos já me decidi votarei 50, votarei NULO, quero passar quatro anos de consciência tranqüila.

    Um abraço

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