30 de nov de 2010

‘cola eletrônica’ é encontrada em pés de candidatos em vestibular no MT


Sete pessoas, com idade entre 18 e 22 anos, foram presas neste fim de semana, em Cuiabá, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude no vestibular de medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). Segundo a Polícia Civil, 24 estudantes teriam "contratado" os serviços de uma quadrilha que enviava informações do gabarito por celulares que ficavam presos aos pés dos candidatos.

A polícia afirma que, após denúncias de uma possível fraude no vestibular, agentes disfarçados de fiscais participaram do primeiro dia de prova, que ocorreu no sábado (27). Na saída, candidatos suspeitos foram abordados. Com eles, foram encontrados celulares presos aos pés dos estudantes.

As informações eram passadas com toques vibratórios. Um toque representava a letra ‘a’, dois toques eram a letra ‘b’ e assim sucessivamente, de acordo com a polícia. As informações eram passadas por um "piloto", que realizou a prova e depois foi até uma casa próxima ao campus da universidade e passou informações do gabarito.

O "piloto", de 19 anos, foi preso em flagrante com mais seis pessoas que participavam do esquema. O grupo estava dividido em duas casas. Com o primeiro rapaz, que era chefe da quadrilha, foram apreendidos materiais utilizados na fraude e R$ 5 mil que estavam escondidos na cueca dele. Na casa da namorada dele, que também fazia o vestibular, foram encontrados R$ 46 mil, sendo R$ 23,5 mil em dinheiro, e dois cheques, um de R$ 15 mil e outro de R$ 7,5 mil. Todo o dinheiro fazia parte do pagamento dos candidatos e estava em uma mala.

Segundo as investigações, a "cola eletrônica" custava até R$ 20 mil. O pagamento podia ser feito à vista ou parcelado.

Outros candidatos que teriam contratado a quadrilha foram detidos no domingo (28), segundo e último dia de prova. Ao todo, 24 estudantes, entre eles dois menores de 18 anos, foram encaminhados para a Gerência de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil de Cuiabá, onde prestaram depoimento e foram liberados.

Segundo a polícia, apesar de ser uma conduta imoral e antiética, não existe crime por receber informações. A polícia ainda afirma que a quadrilha não sabia que existiam três tipos de prova. Os supostos "organizadores" do esquema estão presos e vão responder por estelionato e formação de quadrilha. A polícia investiga se há mais envolvidos.

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